resenha do filme Lula, O Filho do Brasil

biografia beatífica do presidente

Eu não procurava uma análise de cada fraqueza no caráter de Lula; não esperava aprender de algum lada obscuro e perturbador do presidente.  Mas admito que sim gostaria de ter visto algum sinal de que o homen fosse humano além de suas lágrimas com a morte de sua primeira esposa e a de sua mãe.  Neste filme, observamos um Lula que não cometeu nenhum erro, que só antingiu grandes coisas apesar de uma infância de carência, com um pai alcoólico.  Não discuto que ele sim tem atingido grandes coisas, mas talvez foi humano também em algum momento do processo. 

Essa falta de fraqueza faz que o filme ande com o peso profundo de sua propria virtude.  Também sofre do mesmo problema que sofrem muitos filmes biográficos:  Sacrificam uma narrativa suave porque precisam saltar de evento importante a evento importante.  Ainda gostei mais ou menos; sabia pouco da vida de Lula e gostei de aprender alguns detalhes.  Só que em varios momentos, teria gostado de aprendê-las um pouco mais rápidamente.

Com toda essa gravidade, quando vi a Gloria Pires representando a mãe de Lula, admito ter mantido no meu coração a esperança secreta que ela e o futuro presidente iam trocar de corpos em algúm momento do filme para fazer-me rir um pouco mais.*  Teria sido um pouco destoante, mas acho de uma forma boa.  Não quero revelar a conclusão do filme, mas não aconteceu.  Uma pena.

Nota sobre o conteúdo:  Este filme não tem nada de ofensivo menos – tal vez – a hagiografia.

* Assim como ela fez nos filmes Se Eu Fosse Você 1 e 2.